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Resenha | Segundo a Lei da Arma, de José Casado Alberto

segundo_a_lei_da_arma_capa_ebook-180x300 Resenha | Segundo a Lei da Arma, de José Casado AlbertoTítulo: Segundo a Lei da Arma

Autor: José Casado Alberto

Editora: Chiado

Páginas: 206

Gênero: Faroeste

Fonte: Cortesia da Editora

Skoob

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Sinopse (Fonte: Skoob) O Corvo sobrevoava o deserto do Novo México. Atraído pelo chamamento do sangue, chegou a uma solitária montanha pintada em tons alaranjados. Abaixo, três figuras: um fora da lei, um ranger e um caçador de recompensas— três representantes do melhor e do pior que a espécie humana tem para oferecer— dançavam uma dança tão antiga como a própria existência: a dança da morte.
Texas Red. Filho perdido do povo Navajo e criminoso sanguinário, produto das tragédias que assolaram o seu povo.
Olhos-Azuis. Personificação estóica do velho oeste e da ideia de que as leis apenas existem porque homens poderosos asseguram a sua existência.
Forasteiro de Negro. Sádico e desprovido de quaisquer escrúpulos. Ele cospe na face das leis da sociedade e obedece apenas ao seu depravado e rígido código moral.
No final do dia, estes três homens demonstrarão que quando o homem despe as ilusões efêmeras da sociedade apenas uma lei sobrevive— A Lei da Arma.

RESENHA

Sempre gostei muito de filmes de faroeste e quando o autor me indicou a obra pensei que seria uma grata surpresa poder ler, pela primeira vez, o gênero que só conhecia pelas telinhas. Me questionei se toda a sensação de aridez e truculência do gênero poderiam ser retratados numa história escrita e me entreguei à leitura. Fiquei muito contente com o que li e sim, me surpreendeu e atendeu às expectativas!

Texas Red é um fora da lei. Já nas primeiras páginas do livro está às voltas com discussões acerca de assaltos e dá um tiro à queima roupa em um homem que ousou discordar de suas opiniões. à sua caça estão um ranger e um caçador de recompensas. É claro que a coisa toda não vai terminar bem. Texas tem seus motivos, o ranger quer fazer a lei ser aplicada, custe o que custar, e o caçador de recompensas tem suas próprias leis e é fiel a elas. Todos procuram alcançar seus objetivos e não vão se submeter ao medo em momento algum.

A escrita de José Casado consegue transportar o leitor para o deserto do Novo México com facilidade, trazendo de fato as sensações do clima árido, da robustez dos ambientes e da truculência dos habitantes. Eu me envolvi tanto que na noite em que li o livro (todo de uma só vez) sonhei com um corvo dentro de minha casa…

Os personagens, embora frios e calculistas como se espera, demonstram em alguns pontos uma certa humanidade e a suscetibilidade a que todos nós somos fadados. É interessante notar esta perspectiva na narração desta obra. Afinal, os personagens ali não são vilões pelo simples prazer da maldade… são na verdade criaturas do ambiente, e não era de se esperar que outra postura fosse tomada por eles.

Embora bem descrito, o autor não se prende a relatar muito detalhadamente cenários ou situações, trazendo muita agilidade à obra. Como disse, li-o de uma só vez, sem pausa.

Em suma, é uma excelente obra para quem gosta do gênero. Embora seco como se espera, tem um leve toque de romance e sentimentos que perpassam quase que de forma transparente pelas páginas. Sem dúvida, um livro que vale a pena ser lido.

A edição da Chiado é simples, mas que atende totalmente às necessidades para uma leitura ágil e agradável.

Sobre Nadja Moreno

Administradora, professora, blogueira, mãe, leitora voraz. Muitas facetas, uma só alma. Sonho com um país mais leitor, mais crítico, mais evoluído e altruísta.

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