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Resenha | Ode a Nossas Vidas Infames, de L.E. Haubert

ODE_A_NOSSAS_VIDAS_INFAMES_1451757550545195SK1451757550B Resenha | Ode a Nossas Vidas Infames, de L.E. HaubertSegundo o dicionário consultado a palavra Infame significa o “que não tem boa fama.” E o que poderia ser mais infame que nossas vidas? A literatura muda suas luzes para dar vasão aos pequenos heróis de cada dia, o cobrador de ônibus, a esposa dona de casa, o casal recém apaixonado. Quantas vezes não nos sentimos como eles? Descontentes? Ensandecidos? Entregues? Paixão, medo, amor,preconceito, futilidade, sacrifício. Ode à Nossas Vidas Infames é uma homenagem a todos os heróis invisíveis que se dispersam movendo as tantas existências. Em suma Ode à Nossas Vidas Infames trata de sentimentos sobre aquilo que se apresenta enraizado dentro de todos nós: humanidade sincera e heroísmo mudo.

Resenha

Ode a Nossas Vidas Infames é um livro de contos bem curto, apenas 120 páginas, mas ao mesmo tempo em que é curto também é muito intenso. Trata do cotidiano das pessoas, de nossas vidas, do que acontece conosco e ao nosso redor. Trata de nossos conflitos internos e externos. É um “A Vida Como Ela É” com uma roupagem mais delicada e reflexiva.

Algo que achei muito legal, e bem apropriado, foram os títulos de cada conto remeterem a um personagem ou passagem da Mitologia Grega (Hermes, Cronos, O Sonho de Orfeu, Melpômene e Psiquê), já que os gregos representaram como ninguém em sua mitologia o cotidiano de deuses e mortais, e os heróis e seus dramas pessoais. Junto a esses títulos, como introdução para cada conto, também encontramos frases de grandes pensadores, escritores e intelectuais, como Platão, Nietzsche, Schopenhauer, Bukowski e Cora Coralina.

Advogados, médicos, bombeiros mecânicos, eles é que ficavam com a grana toda. Escritores? Os escritores morriam de fome. Os escritores se suicidavam. Os escritores enlouqueciam. – Charles Bukowski

A autora reuniu em sua obra diversos contos sobre o dia-a-dia de pessoas comuns, heróis anônimos em situações comuns de nosso cotidiano. Ela descreve de forma bem delicada os conflitos diários de donas de casa, de casais apaixonados (ou desapaixonados), de professores, cobradores de ônibus, etc.

A terceira parada, a quarta, alguns sequer passam por ele, alguns sequer o olham, todavia a Clóvis o que importa que muitos o reconheçam quando a jovem de olhos gentis e sorrisos exóticos sentada ao primeiro banco pós catraca cantarola despreocupada olhando para fora, e às vezes, escapando até ele?

Com relação a capa, ela trás uma imagem abstrata que lembra uma paisagem montanhosa, com uma paleta de cores do verde ao azul. Já na revisão, não percebi nenhum erro aparente.

A obra de L.E. Haubert vale a pena ser lida e relida, é um livro reflexivo e delicado que nos mostra a obra de arte presente na vida simples de nossos heróis do cotidiano.

Sobre Cleson Cruz

Sou potiguar com muito orgulho, pai e marido. Engenheiro Eletricista e Designer Gráfico de formação. Gosto muito de música e cinema. Sou viciado em séries de TV. E leio muito quadrinhos e livros desde a minha tenra infância.

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