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Resenha | O Outro Lado da Memória, de Beatriz Cortes

O-outro-lado-da-memória-EscrevArte-209x300 Resenha | O Outro Lado da Memória, de Beatriz CortesTítulo: O Outro Lado da Memória

Autora: Beatriz Cortes

Editora: Novo Século

Páginas: 248

Gênero: Romance

Fonte: Cortesia da Autora

Skoob

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Sinopse (Fonte: Skoob) “Amar é encontrar uma coragem dentro de si que nem se sabia que existia”.
Luíza Bedim, uma jovem talentosa e cheia de sonhos, sofre uma grande decepção com a pessoa que ela mais ama. Depois desse período, passa a ser perseguida pelo medo e a dor profunda do que aconteceu. Sua vida muda totalmente e não consegue mais viver da forma que vivia antes. Luíza acredita que nunca mais será feliz, e vive alimentando-se de sua solidão interna. Anos depois do acontecido, ela conhece Arthur, um jogador de basquete novo em sua escola que chega chamando a atenção de todos. Ela o ignora totalmente no inicio, porém, é obrigada a passar uma hora de seu dia com ele. Entre muita confusão, brigas e discussões, Arthur mostra-se alguém que Luíza não esperava que ele fosse. Alguém capaz de fazer com que o outro lado de sua memória seja mudado. Descobre que só é possível encontrar a felicidade se for atrás dela. Em um romance divertido, complexo e cheio de mistério, você vai se apaixonar e sentir cada emoção vivida por Luíza em sua própria pele. Confira!

RESENHA

A história é narrada em primeira pessoa pela personagem principal Luíza Bedim, uma adolescente ainda na fase escolar, que mora com a mãe Leyla, irmão mais novo Eduardo e cachorro Fred. Isso faz com que boa parte da trama se passe nesse cenário familiar/estudantil. Os personagens secundários mesmo não tendo muito desenvolvimento, são amigos leais e companheiros que sempre estão ao lado da garota (amigas Carol e Júlia, amigos Pedro e Luan).

Após uma grande decepção amorosa (com o ex-Lucas) Luíza vive com medo da vida, desconfia de tudo e de todos. Sua intenção a partir disso passa a ser terminar os estudos sem chegar nem perto de ter outro romance.

“Não sei o significado da palavra amor. Nem quero saber por enquanto”.

Quando seus amigos apresentam o novo aluno e capitão do time de basquete, Arthur Campos, ela é bem hostil com ele, julgando o menino baseado em estereótipos do seu passado. Assim que eles viram as costas, ela fala mal do garoto novato para suas amigas. Mas o que ela não imaginava é que ele tinha voltado e estava ouvindo tudo o que ela estava dizendo desde o começo.

Arthur que não se conforma com a garota tratar ele assim, sem nem conhecê-lo, a puxa para ter uma conversa dentro do almoxarifado do zelador. O zelador acaba vendo os dois lá dentro e não acredita quando eles dizem que só estavam conversando e os leva para a diretoria. Luíza que não queria ficar perto de Arthur nem um minuto, se vê obrigada a passar uma hora por dia, três vezes por semana em sua companhia.

“O amor é complexo. Mas ele realmente existe. Porém, difícil mesmo é encontrar quem o faça vivê-lo em sua complexidade”.

Arthur que não entende a aversão de Luíza por sua pessoa, ainda propõe uma aposta a ela. Até o fim da detenção ela não vai mais odiá-lo. Se isso acontecer, ela será obrigada a assistir os treinos de basquete com suas amigas. E se ela ganhar, se ela estiver certa sobre ele, ele nunca mais se aproxima dela. Luíza acaba aceitando com o intuito de só se livrar dele. O personagem terá que passar em provas e mais provas de confiança, para que a conquiste. Ele e os amigos da garota ainda terão a missão de ajudá-la com seu passado.

 “Amar é encontrar uma coragem dentro de si que nem sabia que existia”.

Mas o problema da protagonista não é somente passar as detenções ao lado de Arthur, seu ex, Lucas, está de volta ao colégio e insiste permanentemente em se aproximar dela.

“Só ri de uma cicatriz quem nunca foi ferido.”

A relação dos dois no começo é bem conturbada, mas com a convivência, fica mais estabilizada e aos poucos Luíza percebe que Arthur pode ser um grande companheiro. No começo da trama não sabemos o motivo de Luiza ser uma pessoa avessa ao amor. Achei-a muito irritante e não entendia o porquê dela tratar o Arthur daquela maneira (afinal o garoto é um príncipe!). Mas, depois de descobrir o que realmente aconteceu, comecei entende-la um pouco (apesar de que acho que a chatice dela superava até mesmo os fatos). A protagonista sofre uma mudança no final da trama que apreciei bastante.

Encontrei pequenos erros de revisão que não atrapalhou em nada a leitura. A capa é bonita e gostei da fonte usada. Achei a escrita de Beatriz bem objetiva e fluÍda. Senti falta de detalhes mais ricos, como características dos personagens, descrição dos ambientes e mais informações devido aos saltos dados no tempo, pois ficaram muitas questões no ar, e às vezes achei que essa falta comprometeu um pouco o entendimento de algumas situações da trama.

Tive uma impressão do livro diferente da que eu esperava somente lendo a sinopse, digamos que eu esperava um pouco mais. Mas, tirando esses detalhes, posso dizer que gostei da história. Parabenizo a editora e a autora pela obra delicada. Recomendo a leitura para todos que gostam de um bom romance e até mesmo para aqueles que não gostam tanto do gênero, O outro lado da memória é uma boa escolha, uma história de amor bonita e pura.

“Passamos por coisas na vida em que achamos que tudo está perdido e que nada mais nos fará feliz, nada mais nos fará bem. Mas, com o tempo, percebemos que todo problema tem uma solução, e que a nossa força de vontade também conta muito. Querer sair do lugar de acomodação e procurar a felicidade novamente é uma das melhores formas para encontrá-la.”

 

Sobre Nathalia Freitas

“Por que eu leio? Porque ler me torna alguém melhor. Me faz conhecer alguém que não conheço que são outros eus. Eu leio para encontrar comigo mesmo. Um eu melhor, mais sábio, mais inteligente, com mais senso de humor e por que não, com mais charme. (...)” (Nick Farewell)

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