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Resenha | O Coração da Esfinge, de Colleen Houck

Coracaodaesfinge_CapaWEB-230x330 Resenha | O Coração da Esfinge, de Colleen HouckLily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.

Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.

Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.

Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.

Nesta sequência de O despertar do príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

LEIA UM TRECHO

Resenha

Dando continuidade aos acontecimentos de O Despertar do Príncipe, O Coração da Esfinge é a sequência direta da série Deuses do Egito, onde vemos a protagonista Lily Young atormentada pelos horrores que habitam seus sonhos com Amon, seu grande amor que ainda permanece lutando para sobreviver no mundo dos Mortos. Graças ao amuleto escaravelho que contém o coração de Amon, Lily é a única com consegue entrar em contato com ele. Com isso, surge o Deus Anúbis e lhe propõe que vá atrás dele para resgatá-lo. Mas para que consiga sobreviver a esta viagem infernal, ela terá que se transformar em uma Esfinge, uma criatura mítica metade humana e metade leão.

Por Amon eu precisava voar com deusas, me defender de avanços amorosos de divindades e ser caçada por superferas. Mesmo assim, eu sabia, no fundo do coração, que arriscaria qualquer coisa por ele. A chance de estar de novo com Amon valia cada sacrifício que me pediam.

A série Deuses do Egito é uma mistura perfeita de gêneros, onde a fantasia, o sobrenatural e o romance se encontram. Nesta sequência conhecemos mais alguns deuses, inclusive os vemos com características e atitudes bem humanas, tal qual os contos mitológicos que conhecemos. Já com relação ao “romance” da história… embora fosse necessário, foi dado um enfoque meio exagerado pro assunto.[spoiler title=’Um pequeno SPOILER!’ style=’orange’ collapse_link=’false’]Acredito que Colleen errou um pouco na mão, o quadrilátero amoroso criado por ela foi um pouco demais pra mim!

Lily ganhou o poder de, mesmo sem querer, fazer os deuses se apaixonarem por ela. O problema é que nossa heroína demonstra lutar muito pouco contra essa nova capacidade, apesar de no final do livro ficar meio que explicado o motivo disso (algo como múltipla personalidade!), durante o maior tempo do enredo me coloquei na pele de Amon, o namorado traído, e por isso me senti enganado. A donzela se enroscou com o insistente e pervertido Deus Hórus e com o Asten, irmão mais “danado” de Amon. Ah, e ainda sobrou um pouco pro outro irmão, o bonzinho Ahmose, esse só não rolou mais porque acabou o livro.

Em dado momento pareceu sem sentido ela ter ido literalmente ao inferno para salva-lo, só para traí-lo em qualquer oportunidade, quer seja em pensamento, quer seja fisicamente.[/spoiler]

Nesta viagem ao submundo, além dos personagens já conhecidos, acabamos por conhecer diversos deuses e outros seres mitológicos, como o barqueiro Cherty, um unicórnio pégaso chamado Nebu e um pássaro real chamado Benu. Inclusive conhecemos duas personagens que se destacam bastante na trama: a Tia e a Ashleigh. Elas são responsáveis por grandes mudanças na Lily, e talvez por isso mesmo a autora tenha se excedido em alguns momentos, ao destacar demais alguns assuntos relacionados a elas em detrimento a outros mais importantes para a trama. Mas, falar muito sobre elas seria um tremendo spoiler, acho que posso simplesmente dizer que uma tem a selvageria de uma leoa e a outra o encanto de uma fada! smiley-cool Resenha | O Coração da Esfinge, de Colleen Houck

Às vezes a única saída é seguir em frente. O caminho nem sempre é claro, mas seu instinto vai guiar você.

Com relação ao projeto gráfico, a capa é dourada metalizada com o olho de Hórus e duas Esfinges em relevo. A diagramação é perfeita, onde cada capítulo possui uma tipografia bem característica e em alguns momentos encontramos pequenas esfinges desenhadas. Com relação a revisão, não encontrei nada errado e as paginas são bem agradáveis de se ler.

Apesar das ressalvas com relação ao romance presente na trama, a aventura e as interações com a mitologia egípcia foram bastante compensadoras. O Coração da Esfinge possui uma excelente história, cheia de magia, criaturas mitológicas e reviravoltas que podem te deixar ansioso a cada página. Recomendadíssimo para quem gosta de romance e quer aprender mais sobre a cultura do Egito e seus mitos.

– O amor é fugaz. É uma fagulha breve que explode no céu, derrama-se numa cascata de glória e logo é apagada na escuridão do espaço. Não é uma coisa pela qual valha a pena arriscar o Cosmo.


Book Trailer


Série Deuses do Egito: 
1. O Despertar do Príncipe
2. O Coração da Esfinge

O Coração da Esfinge

Capa & Diagramação
Narrativa & Diálogos
Enredo
Personagens
Revisão

Muito Bom!

Apesar das ressalvas com relação ao romance presente na trama, a aventura e as interações com a mitologia egípcia foram bastante compensadoras. O Coração da Esfinge possui uma excelente história, cheia de magia, criaturas mitológicas e reviravoltas que podem te deixar ansioso a cada página.

Sobre Cleson Cruz

Sou potiguar com muito orgulho, pai e marido. Engenheiro Eletricista e Designer Gráfico de formação. Gosto muito de música e cinema. Sou viciado em séries de TV. E leio muito quadrinhos e livros desde a minha tenra infância.

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