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Resenha | Misterius in Versus, de A. T. Correia

Misterius-in-Versus-Blog-EscrevArte-199x300 Resenha | Misterius in Versus, de A. T. CorreiaTítulo: Misterius in Versus

Autor: A. T. Correia

Editora: Chiado

Páginas: 230

Gênero: Ficção, Policial, Investigação

Fonte: Cortesia de Lilian Comunica Assessoria de Imprensa

Skoob

Sinopse (Fonte: Skoob) Eduardo, um pacato bibliotecário do arquivo público em Portugal, cai numa armadilha montada por membros de uma sociedade secreta e passa a ser alvo de chantagem, que o empele a uma busca por tesouros perdidos e mistérios inimagináveis.

Sua busca o leva a descobrir mensagens encripitadas numa das maiores obras da língua portuguesa: Os Lusíadas, de Camões. Seu caminho passa por templos, locais sagrados e destinos turísticos entre o velho continente e a cidade do Rio de Janeiro.

RESENHA

Eduardo é morador do subúrbio de Lisboa, e ganha sua vida trabalhando como bibliotecário na Torre do Tombo. Já trabalhava lá havia anos e julgava-se ter sido sempre um bom funcionário, checava periodicamente os registros dos livros, conferia os índices do computador, e sua relação com pastas de arquivos… Atitudes como essa faziam parte de sua rotina, porém, um dia, algo de estranho aconteceu.

Em poucos dias seria o aniversário de setecentos anos que os cavaleiros templários foram presos por ordem do Papa e do Rei da França. Eduardo priorizou então, organizar aquela pasta de arquivos que brevemente seria a mais requisitada para pesquisas. Procurou em seu computador onde a pasta se localizava e o mesmo deu-lhe a localização exata do arquivo. Eduardo abriu a pasta e foi conferindo vários arquivos e livros referentes ao assunto, quando depara-se com um papel que estava curiosamente novo, e escrito de caneta esferográfica em meio a tantos papéis já desgastados devido ao tempo em que estavam lá.

No papel, continha uma mensagem que deixa Eduardo intrigado, a ponto de colocá-lo em seu bolso com o intuito de levar para casa e, junto à sua noiva Cláudia, tentarem esclarecer do que poderia se tratar. Cláudia por sua vez, não acredita que a mensagem no papel seja destinada a Eduardo e o aconselha a devolvê-lo ao arquivo em seu próximo dia de trabalho.

Ao chegar à Torre do Tombo na segunda-feira para trabalhar, o local está devidamente interditado. A polícia circulava o local e notaram o sumiço do exemplar da primeira edição de Os Lusíadas de Luís de Camões juntamente à pasta que ele havia revisado na última sexta-feira que fora trabalhar. Eduardo, com certeza sabia que o criminoso estava atrás do papel que ele possuía.

Naquele mesmo dia, ao caminho de casa, Eduardo recebe uma ligação do ladrão do arquivo, que diz ter roubado as fitas de gravação do local junto com os arquivos, o que impediria que os oficiais vissem Eduardo roubando o bilhete da pasta. Ele sabia que o papel não era um documento histórico, mas a polícia poderia chegar a conclusões erradas tendo em vista que o papel que Eduardo pegou estava na pasta que desaparecera. O ladrão propõe que eles se encontrem para que Eduardo o entregue o papel, e se tudo correr bem, em troca, ele não entrega as fitas à polícia.

Mas, Eduardo acaba interpretando o bilhete, que nada mais é que um sinal de que Luís de Camões deixava muito mais que versos em suas estrofes. Eduardo se encontra com o ladrão no Rio de Janeiro, cidade que seria sede de seu novo crime. O ladrão, que pede a Eduardo que o chame de Franco, se apresenta como descendente de uma família de nobres normandos que descendem diretamente dos merovíngios e explica a Eduardo que não conhece a pessoa que o deixou aquelas pistas, mas que acredita que com aquilo, talvez possa provar sua ascendência pois, acredita que Jesus Cristo tenha tido um filho com Maria Madalena e que os merovíngios descendem deles.

Enfim, Eduardo se vê cada vez mais intrigado e preso a todas aquelas descobertas e acaba acompanhando Franco em sua aventurada busca ao paradeiro do túmulo de Maria Madalena.

Achei a história bem interessante pelo fato da associação às obras de Luís de Camões. Alguns fatos não ficam devidamente esclarecidos, como aos danos e invasões que Eduardo e Franco são obrigados a fazerem em diversas Catedrais famosas. Porém tenho que ressaltar que a história do livro, embora seja semelhante ao Código Da Vinci, de Dan Brown, cujos personagens também buscam descendentes diretos de Jesus Cristo, em Misterius in Versus, o autor A. T. Correia traz aos leitores um novo contexto e um pensamento totalmente diferente.

Ao decorrer da obra encontrei pequenos, porém vários, erros na estruturação e algumas frases sem sentidos, ou palavras que faltavam algumas letras. Embora os erros fossem em grande número, não atrapalhou o entendimento da história e não interferiu no contexto.

 

Sobre Karen Souza

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