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Resenha | Marvel: Guerra Civil, de Stuart Moore

120831212_1gg-e1463723074978-227x330 Resenha | Marvel: Guerra Civil, de Stuart MooreA épica história que provoca a separação do Universo Marvel. Homem de Ferro e Capitão América: dois membros essenciais para os Vingadores, a maior equipe de super-heróis do mundo. Quando uma trágica batalha deixa um buraco na cidade de Stamford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os super-heróis revelem sua identidade e registrem seus poderes. Para Tony Stark – o Homem de Ferro – é um passo lamentável, porém necessário, o que o leva a apoiar a lei. Para o Capitão América, é uma intolerável agressão à liberdade cívica. Assim começa a ‘Guerra Civil‘.

Resenha

O recente 3º filme da franquia do Capitão América é baseado em uma das sagas mais aclamadas dos últimos tempos, a HQ Guerra Civil do Universo Marvel. Então, baseado também nela temos outra novidade: Guerra Civil – Uma História do Universo Marvel, romance adaptado pelo Stuart Moore. Na trama temos Os Novos Guerreiros, uma equipe de jovens super-heróis que estrela um reality show que mostrava o seu dia a dia de combate ao crime. Mas em um desses dias, algo dá errado. O grupo de vilões que eles tentam capturar possui entre seus integrantes o Nitro, um poderoso vilão que tem o poder de simplesmente explodir! E sim, é isso o que acontece. Quando a Namorita (prima do Príncipe Namor) tenta capturá-lo, ele utiliza seu poder e causa uma explosão gigantesca. A explosão destrói um quarteirão inteiro. Os heróis, os vilões, a equipe de tv, casas, carros, árvores, tudo é destruído, incluindo uma escola infantil que existia do outro lado da rua na qual os vilões estavam.

Oitocentos e cinquenta e nove moradores de Stamford, Connecticut, morreram naquele dia. Mas Robbie Baldwin, o jovem herói chamado Speedball, não chegou a saber disso. O corpo de Robbie ferveu até evaporar, e enquanto a energia cinética dentro dele explodia pela última vez no vazio, seu último pensamento foi: Pelo menos não teria que ficar velho.

Após o trágico incidente o governo decide implantar imediatamente uma lei que já vinha sendo discutida anteriormente, a chamada Lei de Registro, uma lei na qual os heróis ou meta-humanos, devem se registrar, e passar por um treinamento, para poder enfim ter a aprovação de usar seus poderes. Mas o ponto mais discutido e questionado é que todos deverão ter suas identidade reveladas ao público. E para tentar dar o exemplo, e atrair simpatia para a lei, um dos mais famosos e queridos heróis é o primeiro a se desmascarar perante o público…

Como dito anteriormente, o livro é uma adaptação da famosa saga quadrinística, e como tal possui algumas diferenças na mudança de formato, mudanças tais como maior destaque para alguns personagens e ações. Mas nenhumas das adaptações foi para ruim, a maioria melhorou a experiência da leitura para aqueles que já conheciam a obra, principalmente ao descrever cenas que talvez não tivessem sido tão bem observadas no quadrinho desenhado.

(…) Quando Sue chegou ao topo, Johnny estava deitado na plataforma, com as mãos na cabeça ensanguentada. A Srta. Vestido Justo estava sobre ele, o rosto contorcido de ódio, uma garrafa quebrada na mão. O segurança estava na beira da plataforma, afastando as pessoas. (…)

No que tange a comparação entre as três versões, a versão cinematográfica, mesmo sendo muito boa, é apenas levemente baseada na original. E, apesar de cada uma ter seu valor, eu pessoalmente prefiro a HQ, mesmo o livro tendo sido mais fielmente adaptado, não se compara as experiências sensoriais que temos ao ver e ler os quadrinhos. E você não precisa ter um grande conhecimento dos personagens para entender Guerra Civil. O escritor vai introduzindo tudo de uma maneira bem calma e fácil de entender.

Voltando a narrativa, é muito interessante conhecer todos os lados da história, e em algum momento decidir ser #TeamIron ou #TeamCap. Eu desde o início me identifiquei mais com o pensamento do Homem de Ferro de querer proteger as pessoas através do registro, apesar de entender o pensamento do Capitão América de liberdade e tals, e até balançar um pouco pro lado dele, no fim continuei #TeamIronMan. Leia e escolha você mesmo o seu lado. smiley-tongue-out Resenha | Marvel: Guerra Civil, de Stuart Moore

– Eu… eu não estou entendendo – disse Tony.                                                               O Demolidor virou-se um pouco para ele.                                                                       – Agora você tem trinta e uma moedas de prata, Judas.

É uma história cheia de heroísmo, traições e disputas político-ideológicas. Faz parte de uma série de livros baseados em HQ’s do Universo Marvel que a Novo Século está lançando, uma coleção que serve como introdução para quem não conhece muito dos quadrinhos, mas que gostaria de conhecer, já que é o nicho cinematográfico do momento. Com certeza também é uma leitura obrigatória para os exigentes fãs da Marvel.

 

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Leia o primeiro capítulo:

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Trailer do filme:

Marvel: Guerra Civil, de Stuart Moore

Avaliação

Excelente!

A épica história que provoca a separação do Universo Marvel. Homem de Ferro e Capitão América: dois membros essenciais para os Vingadores, a maior equipe de super-heróis do mundo.

Sobre Cleson Cruz

Sou potiguar com muito orgulho, pai e marido. Engenheiro Eletricista e Designer Gráfico de formação. Gosto muito de música e cinema. Sou viciado em séries de TV. E leio muito quadrinhos e livros desde a minha tenra infância.

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