Início / Resenhas / Literatura Nacional / Resenha | Infinita Highway, de Alexandre Lucchese

Resenha | Infinita Highway, de Alexandre Lucchese

Infinita-Highway-Blog-EscrevArte-208x300 Resenha | Infinita Highway, de Alexandre LuccheseTítulo: Infinita Highway – Uma carona com os Engenheiros do Hawaii

Autor: Alexandre Lucchese

Editora: Belas-Letras

Páginas: 328

Gênero: Biografia, Autobiografia, Memórias, Música

Fonte: Cortesia da Editora

Skoob

Compre aqui

Sinopse (Fonte: Skoob) Era pra ter durado uma noite só. Era pra ter sido somente uma banda de abertura. Era pra ter outro nome. Não era pra ser um trio. Eram várias variáveis. Graças a essa sucessão de fatos estranhos, quando não ter plano é o melhor plano, nasceu uma das maiores bandas do rock brasileiro: Engenheiros do Hawaii. Uma história cheia de lances improváveis que o jornalista Alexandre Lucchese conta nesta biografia, depois de ter entrevistado mais de uma centena de pessoas ligadas à banda, inclusive Humberto Gessinger, Carlos Maltz e Augusto Licks, o trio responsável pela fase de maior sucesso, que acabou se desfazendo anos mais tarde em meio a brigas e processos judiciais. Embarque na infinita highway para ver como nada do que foi planejado para a viagem deu certo, mas, nesse caso, ter dado tudo errado não poderia ter sido o mais certo.

RESENHA

Era para ser uma reportagem especial sobre os Engenheiros do Hawaii, para o Jornal Zero Hora, mas Alexandre Lucchese talvez tenha achado que seria pouco, ou que talvez a história incrível de uma banda que tinha tudo para durar apenas uma noite, merecia um livro… Não sei ao certo o que levou o autor a escrever o livro, aconteceu que em novembro de 2014 as coisas começaram a criar forma, e hoje somos convidados a pegar carona nessa viagem de uma banda que marcou gerações.

Tudo começou em janeiro de 1985, e Carlos Maltz, Caco Sommer e algumas garotas, tomavam umas bebidas no escritório que dividiam e batiam um papo. Naquele ano a greve se estendia na UFGRS, eles eram estudantes de Arquitetura e haviam ficado sabendo que teria um show de rock na faculdade. De repente surgiu a ideia de formarem uma banda para fazerem a abertura do show, e de repente, algo que parecia uma fantasia começou a se tornar palpável… Talvez pudesse dar certo.

A dificuldade começou quando Maltz ouviu alguém dizer que seria legal convidar Humberto Gessinger, para tocar com eles, e para ele essa era uma péssima ideia, afinal não simpatizava muito com o jeito de Gessinger, ele o achava arrogante demais. Mas essa era apenas uma impressão de alguém que ainda não o conhecia, o que em bem pouco tempo essa opinião mudaria.

Humberto era um cara fechado, que gostava de se trancar no quarto ouvir e escrever músicas, e isso foi uma novidade para os novos amigos como quando numa primeira conversa, ele disse que já tinha algumas músicas prontas e causou certa desconfiança entre Seligman e Maltz, que tinham ido para uma reunião, para ver se iria realmente rolar o show na faculdade, o que no final desse bate-papo, Seligman saiu de lá achando tudo uma porcaria mas para Maltz a coisa tinha soado diferente…

Tudo pronto, mas faltava um nome, e esse surgiu de uma provocação, os alunos de engenharia costumavam se vestir “fantasiados” de surfistas americanos, com bermudas floridas para irem ao bar paquerar as meninas, e observadores como eram…

No dia 11 de janeiro de 1985, foram anunciados em um jornal local, afinal era a estreia de duas novas bandas em Porto Alegre, e enquanto os alunos lotavam o espaço dos shows, os meninos da banda Engenheiros do Hawaii, esgotavam com o estoque de bebidas na casa de Maltz, mas felizmente, apesar de algumas vaias, o show foi um sucesso! Gessinger, Maltz, Pitz e Stein eram agora os Engenheiros do Hawaii! Logo, Stein teve uma viagem que o impossibilitou de se apresentar, e a banda continuou sem ele.

Um mês depois, estariam fazendo o segundo show, e no mesmo ano, casas noturnas, não muito bem equipadas abriam suas portas para a banda.

Mas as coisas não eram fáceis, o local de ensaio era a casa de Maltz (e assim foi durante três anos) Gessinger, por exemplo, comprou seu primeiro equipamento profissional no dia 31/12/1985, e antes disso teve até que conseguir de última hora alguma guitarra emprestada, e ainda assim a história de vestir um santo para desvestir outro era comum, pois quando conseguiam os aparelhos, não sabiam usá-los.

Os shows e a formação da banda iam acontecendo, até que Pitz decidiu sair. Até hoje não se sabe exatamente o que houve, as especulações dão conta que ele não suportava as brincadeiras, quase que infantis de Gessinger e Maltz.
Em 1987 entra para a banda Augustinho Licks, convidado por Gessinger. Formaram a GLM, parceria essa que durou até 1994, quando aconteceu a saída de Licks, saída essa não tão silenciosa ou amigável quanto a do primeiro baixista.

Enfim, essa carona pela Infinita Highway, com pontos de paradas desde o primeiro festival, primeiro disco, primeira vez na TV, entre tantas outras coisas, faz dessa viagem uma aventura do começo ao fim!

Minha opinião: Em Infinita Highway – Uma carona com os Engenheiros do Hawaii, participei de uma viagem no tempo! Que delícia conhecer a história de uma banda que além de uma das minhas preferidas, marcou uma geração!

Com uma capa que é a cara da banda, uma diagramação perfeita, páginas em off-White, sem erros de português, e como uma cortesia de algumas fotos, e relatos de fãs… o que mais posso querer??

Eu quero é saber quem eram os Engenheiros, o que pensavam, como eram depois dos shows, se eram amigos, o que fazem hoje…
E isso Alexandre Lucchese conseguiu trazer num único livro.

Saber que Gessinger era um cara tímido, e que tanto ele quanto Maltz depois dos shows se trancavam nos quartos, e não curtiam festas, drogas e tantas outras coisas que sempre ouvimos falar das bandas de rock, foi uma surpresa boa. Não que Licks era esse tipo de cara, mas Licks não era casado… então namorador ele podia ser.

Saber que gostavam de fazer brincadeiras que beiravam à criancice, também me surpreendeu, uma vez que minhas impressões eram em diferentes, além das furadas, das brigas com outras bandas…

Mas principalmente, conhecer a trajetória dos integrantes de uma banda como Engenheiros, te faz pensar que por mais contraditório que possa parecer, a convivência afasta, e uma carreira que aos olhos dos fãs poderia ser mais longa, deixa uma saudade de um tempo que certamente não volta.

Infinita Highway – Uma carona com os Engenheiros do Hawaii, um livro para ser lido com calma, relembrar as músicas, senti-las… e viajar!

 

Sobre Renata Maiochi

Sou Renata... esposa, filha, amiga, e apaixonada pela vida! Administradora e leitora compulsiva. Livros alimentam meu vício e me fazem uma pessoa diferente a cada contra capa que fecho.

Veja Também

Resenha | O Mensageiro – a Pedra, de Anderson M. Braga

Título: O Mensageiro Série: O Mensageiro Volume 1 – A Pedra Autor: Anderson M. Braga …

Resenha | Dica da Ka, de Karina Milanesi

Título: Dica da Ka Autora: Karina Milanesi Editora: Belas-Letras Páginas: 120 Gênero: Bem estar, Lazer, …

Resenha | Natal, férias e outras histórias, de Ana Cardoso

Título: Natal, férias e outras histórias Autor: Ana Cardoso Páginas: 120 Editora: Belas Letras Gênero: Contos / Literatura …

Deixe uma resposta

Loading Disqus Comments ...
Loading Facebook Comments ...
Pular para a barra de ferramentas