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Resenha | A Guerra dos Anjos, de Arley de França

A-guerra-dos-Anjos-EscrevArte-192x300 Resenha | A Guerra dos Anjos, de Arley de FrançaTítulo: A Guerra dos Anjos – Domínio Espiritual

Série: A Guerra dos Anjos – Livro 1

Autor: Arley de França

Editora: Chiado

Páginas: 546

Gênero: Fantasia

Fonte: Cortesia da Editora

Skoob

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Sinopse (Fonte: Skoob) Depois de um planejamento maquiavélico, estruturado em cem anos, os seres infernais conseguiram a maior proeza da história: extinguir a humanidade. Com quase 5 BILHÕES de pessoas mortas, eles colocaram em ação a última parte de seu plano: possuir, com espíritos inferiores, todos os humanos restantes. Mas o que eles não sabiam é que um dentre esses humanos tinha um elemento na alma que não permitiu que ele fosse possuído. Esse humano era o guardado de Caliel, um anjo da casta dos guardadores de Deus.

Agora se iniciará a maior guerra de todos os tempos, com os anjos protegendo esse humano a todo custo, pois ele é o único que pode trazer a humanidade de volta.

RESENHA

Um livro indispensável para quem gosta de aventuras com anjos, anjos caídos, demônios e guerras celestiais. De leitura fluída e envolvente, A Guerra dos Anjos é um livro único ainda que tratando de um assunto que pode ter já se tornado clichê.

A humanidade foi praticamente banida. Praticamente cinco bilhões de pessoas morreram. Este era o plano dos seres infernais, os anjos caídos que queriam a destruição dos humanos por conta de nunca conseguirem aceitar que o Pai criador pudesse amar mais os humanos do que eles. Os sobreviventes seriam possuídos pelo mal e assim o domínio dos infernais seria completo.

Porém os infernais não sabiam que um dos humanos sobreviventes era um ser especial. O último descendente de Adão, este não podia ser controlado. Os seres celestiais iriam usar de toda sua força, amor, bondade e poder para reverter o poderio dos infernais e salvar o que restava da humanidade.

Arley de França produziu uma obra interessante. Amante do estilo, já li muitos livros de anjos, demônios e épicas guerras entre estes seres icônicos. Em meio a muito de “mais do mesmo”, Arley conseguiu inserir elementos e situações bastante inusitadas e, pelo que me lembro, únicas sobre as relações entre os anjos e anjos caídos. O autor nos presenteia nestas páginas com uma visão nova sobre os impulsos destes seres, sobre as suas motivações, e sobre suas capacidades de reverter quadros. Eu gostei bastante do que vi, em especial em se tratando de Lúcifer (Leia, acho que você também vai gostar deste “detalhe”, caro leitor)!

Além dos anjos e demônios, um ser humano comum – não tão comum assim – é um dos principais personagens da história, mas o fato de ser especial para a história não me fez gostar dele. Não sei se foi proposital da parte do autor para criar um personagem que fosse extremamente bom de coração para ser o descendente de Adão, mas Aron – o humano – é muito infantil, muito imaturo! Meu Deus como ele me irritou! Não consegui enxergá-lo como a última salvação da humanidade!!! Estarmos sob a responsabilidade de um rapaz tão pouco desenvolto na maturidade me deixou um tanto preocupada. (risos)

Sun, a esposa de Aron, tem pouquíssima participação nesta história mas sua existência ali faz toda a diferença… Creio que no segundo volume da saga ela vá ocupar um papel muito importante… ou não… Vai depender do desenrolar daqui para a frente, tendo em vista que ela… opsss!!! Spoiler!!!! Leia e me entenderá! 😀

A história é narrada em terceira pessoa e o tempo varia bastante. Ora estamos nos tempos atuais – e mesmo nos tempos atuais em algumas vezes estamos num lugar, outras vezes noutro; ora estamos há bilhões de anos, ou ainda há “apenas” milhares de anos… Mas a transição entre pontos da história e os diversos momentos apresentados foi muito bem feito pelo autor, possibilitando ao leitor montar o quebra-cabeças de toda a história sem maiores dificuldades. Achei muito bacana as explicações dadas, os motivos apresentados, as situações vividas pelos anjos.

Alguns acontecimentos me soaram um pouco familiares, devido à junção da história narrada e a história conhecida por nós, seja pela Bíblia, seja pelo conhecimento popular, seja por informações passadas de geração em geração. Este aspecto contribuiu para a fluidez da história e seu embasamento. Não são muitos aspectos que apresentam esta semelhança, mas nas vezes em que notei senti um envolvimento maior ainda com a trama.

Eu particularmente gostei mais das descrições do que dos diálogos do autor. Nas descrições, embora apresentem em alguns momentos pequenos detalhes que poderiam ser retirados para dar mais peso narrativo à trama, o autor usa argumentos e termos melhores que nos diálogos. Diálogos que apresentam muitos verbos de elocução incomodam, quase remetendo ao pleonasmo, afinal, se há uma fala, é porque alguém falou, certo?

(…)

– Creio que sim! – disse o celeste fitando o chão, pensativo.

– Você é forte, né? – indagou o menino.

– Por que você quer saber? – perguntou Daniel, um tanto desinteressado.

(…)

Mas, em suma, este foi o único aspecto que me incomodou, e foi o motivo de ter dado nota 4 e não 5 à obra. No total é um livro que vale à pena ser lido, que pode ser tranquilamente recomendado a quem gosta do gênero!

Em se tratando da edição, as margens e espaçamentos um pouco mais generosos do que muita obra “econômica” que tenho visto por aí proporciona uma leitura rápida, embora o volume dê a sensação de “grande demais” para alguns leitores. É uma edição sem muito glamour, mas que atende totalmente àquele leitor que, como eu, fica horas seguidas lendo. Enfim, leia. Você vai gostar!!!

Gostaria de ler a primeira parte do livro? Clique AQUI e baixe o PDF. 

Sobre Nadja Moreno

Administradora, professora, blogueira, mãe, leitora voraz. Muitas facetas, uma só alma. Sonho com um país mais leitor, mais crítico, mais evoluído e altruísta.

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