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Resenha | A Fronteira: Enigmas de Outrora, de L. Scheleger

A-Fronteira-Blog-EscrevArte-200x300 Resenha | A Fronteira: Enigmas de Outrora, de L. SchelegerTítulo: A Fronteira: Enigmas de Outrora – Livro 1

Autor: L. Scheleger

Editora: Novos Talentos

Páginas: 384

Gênero: Fantasia

Fonte: Cortesia do autor

Skoob

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Sinopse (Fonte: Skoob) O jovem príncipe Nicholas, impulsionado por forças desconhecidas e perturbado por enigmáticos sonhos e visões, tem de partir de sua terra, Benedictio, para enfrentar os assombrosos mistérios e incontáveis perigos de um continente amaldiçoado, Sprevit. Para isso, terá de atravessar uma imensurável e abissal fronteira no centro do oceano. Nesta mortífera aventura, ele contará com a ajuda de um grupo muito peculiar de amigos. Infindáveis batalhas os esperam, bem como terríveis segredos sepultados há centenas de anos. O risco se torna ainda maior quando repentinas traições vindas de dois confusos triângulos amorosos surgem entre eles, colocando tudo a perder. Prepare-se para uma aventura muito além da imaginação, num mundo repleto de criaturas fantásticas, mistérios e magia!

RESENHA

Nesse livro L. Scheleger nos apresenta uma terra dividida em dois continentes, o Benedictio (considerado abençoado) é abastecido pelo oceano Astrul e segue caminho até o abismo da Fronteira que separa esse oceano do oceano Morral onde fica o outro continente, o Sprevit (considerado amaldiçoado).

A narrativa se passa em Benedictio e os principais personagens da trama fazem parte dos três impérios existentes que são dominados por três raças distintas: a dos seres humanos (império Mefizeboth, representado por Nicholas, Alyce, Anne, Alex, Laerte e Zeraford), a dos lagartos (império Gardaliano, representado por Laniong e Loniong) e a dos mastodontes (império Mastodon representado por Mazalor).

A história começa e é desenvolvida em torno de vários episódios e situações com visões, sonhos e flashbacks sempre alternando entre o passado e o presente dos personagens.

Entre esses personagens temos Nicholas que é o escolhido para desvendar todos os enigmas existentes do continente amaldiçoado Sprevit (nada se sabe sobre ele). O jovem e seus oito amigos embarcam nessa infindável jornada em busca dos segredos de outrora.

Antes de fazer a leitura quando vi a capa e li a contra capa, tive uma ideia completamente diferente da que na realidade foi apresentada. Pensei que teria essa passagem pelo passado dos personagens dando sentido a jornada deles para depois o enredo se desenvolver e chegar a aventura em si da travessia da fronteira. O que não aconteceu. O autor usou o desenvolvimento do livro praticamente inteiro relatando fatos do passado, muitos que na verdade eram desnecessários a obra e ao contexto em si ao meu ver.

Tive muita dificuldade com o livro. A leitura não fluía. Ele não me prendeu. Além desses excessos de informações achei também que houve um exagero nas descrições de cenários, objetos e etc. Os capítulos são muito longos e a escrita alternando entre formal com um toque poético para a informal dos diálogos acabaram não ajudando muito também, aumentando a sensação de leitura cansativa e desvio do objetivo do enredo.

Entendo que deixar situações em aberto e criar um suspense para motivação da leitura de uma sequência são necessários, mas dar uma “enxugada” no texto e trazer de certa forma objetividade ajudariam nesse caso, pois em momento nenhum consegui compreender qual foi a finalidade da proposta desse primeiro volume.

Amei a capa. Acabei encontrando pequenos erros de edição que no final não fizeram diferença em relação a alteração de sentido do texto. E a pesar de tudo gostei muito da proposta e criatividade de Scheleger. Somente friso minha opinião e chamo minha atenção para os detalhes já citados. Parabenizo editora e autor pelo resultado final da obra. Recomendo a leitura do livro e convido você que está lendo minha resenha, a tirar suas próprias conclusões e formar sua própria opinião.

 

Sobre Nathalia Freitas

“Por que eu leio? Porque ler me torna alguém melhor. Me faz conhecer alguém que não conheço que são outros eus. Eu leio para encontrar comigo mesmo. Um eu melhor, mais sábio, mais inteligente, com mais senso de humor e por que não, com mais charme. (...)” (Nick Farewell)

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