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Resenha | Dragão de Gaia, de Joe de Lima

Dragão-de-Gaia-211x300 Resenha | Dragão de Gaia, de Joe de LimaOrbitando o planeta Proxima III, Gaia é uma lua cheia de verde e de vida. Sob a organização da Iniciativa Gaia, a lua é uma imensa reserva ambiental, onde plantas e animais em risco de extinção podem viver livres e prosperar. Uma espécie, porém, precisa da ajuda da Iniciativa: os dragões.
Seguindo os passos de sua falecida mãe, o casal de irmãos Ayla e Luca Teoh decidem reunir uma tripulação e partir numa viagem para um planeta distante, onde esperam encontrar um dragão vivo, e levá-lo para a reserva. Pelo caminho, Ayla e Luca encontram inteligências artificiais, planetas oceânicos, animais raros e mundos diferentes, mas que ao mesmo tempo são semelhantes.
À bordo da nave Hermes, os Teoh vão partir numa jornada envolvente, que remete à Era de Ouro da ficção científica.

RESENHA

Livros sobre ficção científica, viagem interestelar e buraco de minhoca são um tanto complexos e confusos não é? Nem sempre! Em Dragão de Gaia o leitor é presenteado com uma ficção científica recheada de conceitos de física, astronomia, astrodinâmica e até biologia. Tudo é retratado de uma forma clara e objetiva, provando que é possível explicar tais conceitos com poucas palavras e exemplos que não deixam restar dúvidas. Me atrevo a dizer que livros como o Dragão de Gaia deveriam ser usados como pontapé inicial para o jovem leitor adentrar na leitura dos clássicos de ficção científica. Poderia muito bem ser usado como um abre alas, uma introdução clara para doses mais complexas do assunto.

Em Dragão de Gaia os irmãos Ayla e Luca reúnem uma tripulação para, à bordo de Hermes, buscar um dragão em um planeta distante a fim de colocá-lo na reserva ambiental que se transformou a lua do planeta Proxima III. Até então não há dragões por ali, e os irmãos pretendem manter mais esta espécie a salvo pela Iniciativa Gaia. Durante a viagem problemas inesperados acontecem e colocam a missão em risco. Será preciso toda a sagacidade da equipe – ou de pelo menos a maioria dela – e muita ajuda de inteligência artificial para continuarem.

Falando em IA, um aspecto novo é apresentado nesta história para esta tecnologia. O foco não é, nem de longe, a disputa entre as inteligências artificiais e os seres humanos. Em Dragão de Gaia a IA convive muito bem com seres de carne e osso. Diria bem até demais… Você já se imaginou apaixonado por um holograma? Pois então leia estas páginas e entenda como isso pode ser possível, e até mesmo plausível, por mais maluco que possa parecer.

Algo que acredito poderia ser um pouco mais trabalhado pelo autor seria a descrição das naves e ambientes. Descrições mais detalhadas ofereceriam uma visão melhor por parte do leitor. Em diversos momentos tudo é apresentado rapidamente, não oferecendo muitas ferramentas à imaginação. Talvez por isso o livro tenha poucas páginas, mesmo apresentando uma história bem montada e com várias vertentes.

Em suma, Dragão de Gaia é interessante, uma leitura divertida, leve e ágil, bem construída e com bons argumentos. Embora apresente uma história futurista fantasiosa, traz elementos que a embasam não dando a sensação de ‘enganação’, que às vezes sentimos em algumas histórias do gênero. Joe de Lima com certeza se preparou bem para nos oferecer esta trama, e o parabenizo por isso.

Dragão de Gaia é, segundo o autor, obra única. Mas certamente a história valeria uma continuação. Sem dúvida. Quem sabe ele não muda de ideia, não é?

 

Dragão de Gaia

Capa & Diagramação
Narrativa & Diálogos
Enredo
Personagens
Revisão

Muito bom!

Em suma, Dragão de Gaia é interessante, uma leitura divertida, leve e ágil, bem construída e com bons argumentos. Embora apresente uma história futurista fantasiosa, traz elementos que a embasam não dando a sensação de 'enganação', que às vezes sentimos em algumas histórias do gênero. Joe de Lima com certeza se preparou bem para nos oferecer esta trama, e o parabenizo por isso.

Sobre Nadja Moreno

Administradora, professora, blogueira, mãe, leitora voraz. Muitas facetas, uma só alma. Sonho com um país mais leitor, mais crítico, mais evoluído e altruísta.

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