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Resenha | Alice e as armadilhas do outro lado do Espelho, de Mainak Dhar

Alice-e-as-armadilhas-do-outro-lado-do-espelho-EscrevArte-206x300 Resenha | Alice e as armadilhas do outro lado do Espelho, de Mainak DharTítulo: Alice e as armadilhas do outro lado do Espelho

Série: Alice no país das Armadilhas – Livro 2

Autor: Mainak Dhar

Editora: Única

Páginas: 256

Gênero: Aventura, Fantasia

Fonte: Cortesia da Editora

Skoob

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Sinopse (Fonte: Skoob) Você está pronto para as armadilhas do outro lado? Mais de dois anos se passaram desde que Alice seguiu um Mordedor com orelhas de coelho e entrou em um buraco, o que deu início a uma série de acontecimentos que mudaram a vida dela e a de todos que moram no País das Armadilhas. A Guarda Vermelha resolvera conceder trégua; Alice havia reinstaurado a paz entre humanos e Mordedores e, sob a liderança dela, os humanos tinham conseguido fundar a primeira comunidade real e verdadeiramente organizada desde a Insurreição — uma cidade chamada País das Maravilhas. Entretanto, o aparente estado de paz é rompido depois de diversos ataques dos Mordedores e Alice se vê rejeitada pelas mesmas pessoas por cuja liberdade ela lutou. Agora precisa voltar ao País das Armadilhas para desvendar essa nova conspiração que ameaça o País das Maravilhas. E fazer isso significa ficar frente a frente com sua maior e mortal adversária — a Rainha Vermelha.

RESENHA

Mais uma vez estamos numa aventura com Alice. Há dois anos ela seguiu um Mordedor e acabou caindo num buraco. Ali ela conheceu mais profundamente os mordedores, a rainha deles e uma profecia baseada num livro muito antigo – Alice no país das maravilhas. Agora ela é outra pessoa. Nem de longe de parece com aquela Alice que vivia nos tempos de perseguidora de mordedores… Agora ela é, literalmente, um deles.

No primeiro livro, a relação com a história conhecida de Alice no país das maravilhas era superficial, leve, mas existente. Agora não. Neste segundo volume o foco vai para outra vertente. Agora o foco é uma busca por poder, uma guerra de interesses. Há muita conspiração, há traição e combates psicológicos. Quando o primeiro volume terminou eu me questionei mesmo acerca dos rumos da nova história, porque me pareceu que muito da trama original tinha sido resolvido, ou pelo menos tomado um rumo que não daria mais a mesma sequência. De fato, foi como se a narrativa tivesse feito uma curva acentuada…

Então aqui é como se fosse uma outra história. Baseada na primeira, mas com outro foco. É como que um livro de transição, fechando as poucas linhas soltas do primeiro, e preparando o cenário para a sequência. Neste volume não acontece nada de profundamente importante…

Neste livro a história se abre um pouco mais, e sai do “mundinho” do País das Armadilhas. Agora civilizações conhecidas surgem, e é possível vislumbrar um pouco mais o que houve no momento da devastação do mundo, pouco esclarecida no primeiro livro. Outras nações aparecem, contatos com o “mundo exterior” são feitos e, talvez, o terceiro volume seja baseado neste outro mundo mais amplo.

No primeiro volume eu já havia notado – inclusive comentei na resenha – que o mortos-vivos, chamados aqui de Mordedores, tinham uma “roupagem” diferente… Eles possuíam um raciocínio básico, e agiam conforme uma certa orientação, diferente dos mortos-vivos que vislumbramos em outras histórias, sedentos apenas de sangue e carne humana sem qualquer outro propósito. Este conceito de “seres incompreendidos” surge ainda mais forte neste segundo volume. No final das contas, eles são vilões ou vitimas? Afinal os seres humanos sobreviventes são vítimas ou vilões? Há campo aqui para boas reflexões.

Alice, como rainha e transformada em um tipo um tanto quanto evoluído de mordedora, possui papel importantíssimo também neste segundo livro, mas com uma postura bem diferente. Parece até que não foram somente dois anos que se passaram…

Enfim, vale a pena ler, por ser a continuação de um bom livro, e é preciso saber o que vem a seguir, não é? Não sei bem o que esperar do terceiro volume, mas espero que o autor nos surpreenda com um desfecho que justifique toda a trama e a forte alteração de foco entre um livro e outro.

Em se tratando de edição, pequenos erros de revisão foram encontrados mas nada muito grave. A capa continua interessante, daquelas que o leitor fica um bom tempo interpretando e observando os detalhes e a diagramação é propícia para leituras confortáveis. Um trabalho, mais uma vez, bacana da Única Editora.

 

Sobre Nadja Moreno

Administradora, professora, blogueira, mãe, leitora voraz. Muitas facetas, uma só alma. Sonho com um país mais leitor, mais crítico, mais evoluído e altruísta.

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