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Resenha | A Caverna Cristalina – Vol. III, de Christiane de Murville

capa-ACC3-205x330 Resenha | A Caverna Cristalina – Vol. III, de Christiane de MurvilleNeste terceiro volume, o grupo de pesquisadores que vivem experiências de portais dimensionais e mundos paralelos na caverna cristalina situada no coração da Chapada Diamantina, Brasil, depara-se com mundos ainda mais estranhos e surpreendentes. Não se trata mais de ir ao passado ou futuro de Igatu, mas de lidar com realidades alternativas coexistindo no tempo. Percebendo-se capturado no tempo, cada integrante do grupo terá agora que descobrir como se libertar de suas projeções pessoais e desses mundos paralelos.

Resenha

Capturados no Tempo é o último livro da trilogia A Caverna Cristalina, neste volume Samuel e sua equipe já retornaram a São Paulo depois das diversas experiências e viagens no passado na Chapada Diamantina, e agora estão vivendo um verdadeiro caos na cidade. O mundo parece imerso em problemas como falta de água, poluição, epidemias e pessoas migrando de um lugar para outros em saberem o que fazer, o que só aumenta o caos nas cidades.

Como bem diz a sinopse, neste volume não se trata mais de ir ao passado ou futuro de Igatu, mas de lidar com realidades alternativas coexistindo no tempo. Percebendo-se capturado no tempo, cada integrante do grupo terá agora que descobrir como se libertar de suas projeções pessoais e desses mundos paralelos. É um livro um pouco mais complexo de se acompanhar por conta disso, vemos alguns personagens convivendo com seus “duplos” e viajando entre dimensões de possibilidades variadas. Essas dimensões são criadas a cada momento em que eles tomam uma decisão, o caminho não escolhido pode ter sido o escolhido em outra realidade multidimensional, e isso acaba gerando uma infinidade de possíveis mundos paralelos.

Essa história de várias realidades coexistindo ao mesmo tempo é muito interessante, mas poderia acabar sendo um complicador para o escritor e/ou para o leitor. Em alguns momentos fiquei um pouco confuso com a presença de mais de uma versão do mesmo personagem durante a história, mas a autora consegue nos deixar bem orientados durante a leitura com termos como “personagem tal da realidade tal”, o que facilitou bastante o entendimento de algumas passagens da trama.

Já estava anoitecendo quando os oito voltaram a focalizar o interior da ânfora cristalina. Tinha voltado a chover e não era uma chuvinha à toa. Pingos grossos e abundantes penetravam pela janela no alto e trovões enfurecidos faziam a terra tremer, anunciando mais um temporal na chapada. Voltar à vila agora, no meio da chuva forte, não parecia ser a melhor coisa a fazer. Nenhum dos oito queria arriscar ser arrastado em uma enxurrada, soterrado em um deslizamento de terra ou abalroado por uma árvore desenraizada. Ficariam na caverna, bem abrigados do vento e da chuva, aguardando a tempestade passar ou pelo menos abrandar. Muito em breve, a noite cairia de vez e, mesmo sendo lua cheia, o breu seria completo por conta do céu encoberto com nuvens espessas. (…)

Com relação ao projeto gráfico, vemos uma capa bem semelhante a dos volumes anteriores, só que agora com símbolo de “infinito”. E a diagramação continuou seguindo o padrão da editora, simples e bem feita. Com relação a revisão, encontrei poucos erros, mas nada que atrapalhasse a leitura.

Chegamos ao final da série, uma série para quem curte uma boa ficção com viagens no tempo e dimensões paralelas alternativas que entrelaçam presente, passado e futuro. Uma série que nos convida a pensar em questões espirituais/transcendentais , que nos chama a participar da aventura, fazendo parte deste grupo de pesquisadores.

A Caverna Cristalina – Capturados no Tempo

Avaliação

Muito Bom!

Chegamos ao final da série, uma série para quem curte uma boa ficção com viagens no tempo e dimensões paralelas alternativas que entrelaçam presente, passado e futuro. Uma série que nos convida a pensar em questões espirituais/transcendentais , que nos chama a participar da aventura, fazendo parte deste grupo de pesquisadores.

Sobre Cleson Cruz

Sou potiguar com muito orgulho, pai e marido. Engenheiro Eletricista e Designer Gráfico de formação. Gosto muito de música e cinema. Sou viciado em séries de TV. E leio muito quadrinhos e livros desde a minha tenra infância.

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