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Resenha | Os Guardiões – As Crônicas dos Leais I, de Gabriel Mariano

12472841_570364293131649_9183689190439555023_n-208x300 Resenha | Os Guardiões - As Crônicas dos Leais I, de Gabriel MarianoTítulo: Os Guardiões

Série: As Crônicas dos Leais – Livro 1

Autor: Gabriel Mariano

Editora: Coerência

Páginas: 225

Gênero: Fantasia

Fonte: Cortesia da Editora

Skoob

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Sinopse (Fonte: Skoob) O que sobrará nas cinzas depois que algo sombrio ergue-se nas chamas?
Daniel e Miguel são amigos, ou pelo menos eram até a chegada do verão, quando misteriosamente descobrem que podem ler a mente um do outro, ver lembranças antigas e sentir seus sentimentos no momento que eles aparecem. Ao contrário de Daniel, parece que Miguel vê isso como um grande problema, estando a amizade dos dois prestes a acabar.
Porém, o que mais Intriga Daniel, é o motivo para Miguel não ter dado notícias durante todo o verão, e de repente fugir de casa.
Achando que é sua obrigação, vai atrás de seu melhor amigo, até que um homem estranho que veste preto faz ambos caírem em um mundo mágico totalmente diferente. Lá são obrigados a deixarem suas vidas de humanos comuns para trás e viverem como poderosos Guardiões, esperados como uma promessa de salvação para um povo oprimido ou para uma verdadeira guerra generalizada e declarada.

RESENHA

Mais uma vez fui atraída pela capa e contra capa. Definitivamente ambas tornam o livro muito atrativo para quem gosta do gênero da fantasia. Apesar disso, sabemos que isto não basta para que o leitor adquira seu exemplar. O conteúdo deve ser bom e esse parecia ser o caso.

Em síntese, a história gira torno de dois amigos (Daniel e Miguel). Ambos vivem na cidade de Itanhaém e possuem dons (ler a mente um do outro, dominar elementos naturais e etc.) que surgem sem explicações e causam o desentendimento e afastamento desses garotos. A aparição de um homem misterioso (Giovane) em determinado momento muda os rumos da trama, pois os dois novamente juntos se veem obrigados a abdicar de suas antigas vidas em prol do povo e seres místicos de outro mundo chamado de Terra Longa, local onde são aguardados há muitos anos com o intuito de promover a paz como Guardiões.

Acredito que com a introdução do enredo de “mundo mágico criado por grandes e poderosos espíritos”, “conflito entre raças mágicas”, “magia”, e etc., Mariano tenha como uma de suas inspirações as obras de Raphael Draccon.

A conclusão que cheguei ao termina-lo foi de que eu esperava mais. A proposta é muito interessante, mas me pareceu que o autor não soube desenvolver muito bem a história. Infelizmente também encontrei erros de edição e a fonte em determinados capítulos parece alternar ficando maior. Mas ambas não prejudicaram o texto, tornando-se apenas detalhes.

As informações dadas ao longo da obra pareciam fragmentadas. Gabriel poderia ter explorado muito mais o tema. Aprofundado mais os diálogos e exposto melhor suas ideias nas narrações dos personagens para não deixar a sensação de que sempre falta algum detalhe e você por não compreender o contexto em geral do texto não consiga identificar exatamente o que é.

Sempre disse que gostava muito quando ocorre um revezamento na narração e que ele permitia ter visões diferentes sobre um mesmo assunto além de deixar tudo mais fluido. No caso dessa trama, ela é dividida entre nove personagens diferentes (Daniel, Katarina, Miguel, Lucas, Paulo, Giovane, Alicy, Nicolas e Inimigo), o que talvez tenha transformado essa tentativa de expor diversos pontos de vista em algo fragmentado ao invés de abrangente, já que não temos algo conciso sobre nenhum deles e sobre o enredo.

Toda saga costuma deixar situações em aberto, mas nesse caso foram deixadas muitas “pendências” para o segundo volume da série. Espero que na próxima obra, Gabriel Mariano consiga explorar melhor a história, pois ele criou algo muito interessante. Comparo sua obra com um diamante. Para que se tenha um precioso e brilhante diamante, ele antes deve passar por diversos processos até chegar à forma na qual se costuma vê-los. É preciso lapidá-lo para que adquira o brilho intenso característico. Para mim é isso que falta para que o escritor coloque em nossas mãos uma joia rara.

Por conta disso, parabenizo editora e autor pela obra e recomendo a leitura para os amantes da fantasia e aventura! Certamente a sequência virá com esta lapidação!

 

Sobre Nathalia Freitas

“Por que eu leio? Porque ler me torna alguém melhor. Me faz conhecer alguém que não conheço que são outros eus. Eu leio para encontrar comigo mesmo. Um eu melhor, mais sábio, mais inteligente, com mais senso de humor e por que não, com mais charme. (...)” (Nick Farewell)

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