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Resenha | O Segredo das Runas, de Caio Rodrigues Alves

ebook_segredodasrunas-201x300 Resenha | O Segredo das Runas, de Caio Rodrigues AlvesTítulo: O Segredo das Runas – A Escolha de uma Valquíria

Autor: Caio Rodrigues Alves

Editora: Chiado

Páginas: 422

Gênero: Aventura, Fantasia

Fonte: Cortesia da Editora

Skoob

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Sinopse (Fonte: Skoob) O atentado do dia 11 de setembro entrou para a história como a maior ofensiva terrorista já registrada. Em resposta, o governo americano implantou austeras medidas para erradicar este mal do novo milênio. Com o medo assolando as ruas e o clamor por justiça sendo bradado a plenos pulmões pelas massas, a passional doutora Sophie Campbell teme pela convocação de sua irmã, a oficial das forças aéreas americanas, Claire Campbell, a uma guerra despropositada. Sem argumentos convincentes o suficiente para arrefecer o nacionalismo palpitante no coração de sua irmã, Sophie pede conselhos ao seu sábio tio, dono de uma ilustre livraria, que lhe indica um misterioso livro nórdico: “A Escolha de Uma Valquíria”.
Sem entender o motivo da inusitada indicação, a médica inicia a controversa leitura e aos poucos vai se identificando com os questionamentos e as emoções da poderosa valquíria Arthenis, que também se via com o espírito atormentado, buscando por respostas perante o inevitável mal que se aproximava. Sem conseguir se lembrar do passado que lhe fora tomado, a valquíria vagava em meio a nebulosas incertezas até o Ragnarok, o crepúsculo dos deuses, o fim dos tempos para a civilização viking.
Sentindo seus corações conexos, Sophie imerge no universo fantástico da mitologia nórdica, desbravando uma empolgante jornada épica ao lado de Arthenis. Porém, o que ambas não sabem é que tais mundos distantes podem ser apenas reflexos de uma única realidade.
As areias escorrem na ampulheta do tempo para que Sophie impeça sua irmã de uma arriscada empreitada militar e para que Arthenis alcance sua salvação no fatídico Ragnarok.

RESENHA

” Meu espírito ansiava por respostas veladas pelas imponentes muralhas do Valhalla… Mas somente encontrei mortes justificadas por nomes sagrados. Se meu único caminho é apenas sangue a ser derramado… Então eu mesma farei este julgamento. “

Mundos distantes podem ser reflexos de uma única realidade.

As areias escorrem na ampulheta do tempo para que a médica Sophie Campbell impeça sua irmã de se lançar numa arriscada empreitada militar e para que Arthenis alcance sua salvação na fatídica batalha do Ragnarok.

Sempre que um livro me é oferecido, leio a sinopse antes para saber se ele me interessa ou não, independentemente do tema que o título sugira, embora eu tenha uma predileção especial pelo estilo fantasia, por gostar de dar à minha imaginação asas que me levem sempre mais longe. Porém, quando vi o título deste livro, eu quis lê-lo imediatamente. E quando, mais tarde, já com ele em mãos, li a sinopse, tive certeza de que seria uma viagem deliciosa. Foi uma viagem deliciosa em parte, mas cheia de sobressaltos e frustrações.

A proposta do autor, como a sinopse acima já nos conta, é entrelaçar duas histórias: uma lendária, baseada na mitologia nórdica e outra nos dias atuais. Ele faz isso, mas enquanto a parte fantástica é rica e instigante, a real é pobre e desestimulante. Inclusive a porcentagem de texto dedicado a uma e outra é bastante desproporcional, ficando a fantasia com a maior parte dos capítulos. Talvez por isso a história fantástica tenha um bom embasamento e desenvolvimento da trama, o que não ocorre com a parte “real”. Na minha avaliação, a doutora Sophie ficou sendo apenas uma leitora da história de Arthenis. E no momento do desfecho do entrelaçamento da trajetória das duas personagens, tudo ou quase tudo fez muito sentido pra mim na lenda, enquanto que a doutora Sophie soou infantil e melodramática.

A obra é ambientada, em grande parte, em mundos fantásticos do pós morte, e na Terra da época das guerras com espadas e arcos e flechas. E em Nova York vivem a doutora Sophie e os demais personagens que a rodeiam no mundo contemporâneo.

Arthenis é uma personagem bastante envolvente e acompanhar o seu desabrochar espiritual e moral foi o maior prazer que esta obra me ofereceu. Ela vai se tornando inspiradora na sua busca por algo mais do que a existência insípida e sem sentido que se vivia no Valhalla e que Odin julgava ser o máximo que se poderia desejar. Uma mulher forte e até mesmo um pouco rude, mas de grande sensibilidade e presença de espírito, que não teme absolutamente nada em sua ânsia de preencher o vazio que sente ao começar a perceber que não havia nada a perder se, ao morrer pela segunda vez, deixasse de existir.

A obra tem uma encadernação bastante simples, mas com uma capa que remete ao livro que a doutora Sophie lê, enquanto nos descortina a trajetória da heroína Arthenis. Também não há nenhuma falha de impressão, embora infelizmente eu não possa dizer o mesmo sobre a revisão. O texto traz muitos erros de gramática, especialmente de concordância, e até mesmo de vocabulário. Apesar de basicamente ser um texto de boa qualidade, a quantidade incomum de erros de português me incomodou bastante.

Se me perguntassem se recomendo o livro, eu diria que sim, mas com ressalvas. A maior parte da história é muito boa, mas é preciso relevar tantos erros.

 

Sobre Nadja Moreno

Administradora, professora, blogueira, mãe, leitora voraz. Muitas facetas, uma só alma. Sonho com um país mais leitor, mais crítico, mais evoluído e altruísta.

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