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Resenha | Marianas – a Civilização dos Sonhos, de E. Chérri Filho

MARIANAS-–-A-CIVILIZAÇÃO-DOS-SONHOS--210x300 Resenha | Marianas - a Civilização dos Sonhos, de E. Chérri FilhoTítulo: Marianas – A Civilização dos Sonhos
Série: A Saga das Sereias – Livro 1
Autor: E. Chérri Filho
Editora: Giostri
Páginas: 192
Gênero: Fantasia, Aventura
Fonte: Cortesia do Autor

Skoob
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Sinopse (Fonte: Skoob) O extraordinário amor entre um homem e uma sereia nasce e enfrenta grandes dificuldades em meio à disputa de poder no fundo dos mares, numa civilização amiga cuja existência é negada ou escondida pelos livros de História. Jeremy e Licia operam um no outro grandes transformações de pensamentos e sentimentos, em razão do que vivem, inusitado, intenso e sincero. Embarque com eles nesta viagem da qual certamente você não voltará o mesmo.

RESENHA

Sempre que penso em sereias me lembro, fatalmente, da Disney – A Pequena Sereia, ou da série de filmes Piratas do Caribe, especificamente o “Navegando em Águas Misteriosas”. Folclore, lenda, sedução, beleza, canto encantador. Ora dóceis e absurdamente belas, ora ardilosas e perigosas. Tudo isso está relacionado a sereias em minhas memórias. Em Marianas descobri uma nova relação para o termo sereia: força, coragem e determinação.

Já no prefácio e em seguida na introdução o autor faz com que o leitor entenda que, ao longo das páginas ele vai tender ao questionamento a respeito da veracidade ou não da existência das sereias. Ligação entre estas histórias e a civilização perdida de Atlântida fazem com que uma brecha de esperança surja no coração dos mais fantasiosos: será mesmo possível que tais seres já viveram, ou ainda vivem nas profundezas insondáveis dos oceanos?

A história tem por protagonista Jeremy. Jeremy é um cientista jovem e sonhador, e que sempre teve fixação pelas histórias de sereias e acredita que ainda vai encontrar resquícios de Atlântida em suas pesquisas de campo. Ele vai até as Ilhas Marianas, região próxima ao Triângulo das Bermudas, local de séculos de fenômenos e segredos. Num de seus mergulhos ele é salvo por Licia. Uma sereia bela e encantadora. A partir daí nada que ele tenha sonhado chega próximo ao que ele vivencia.

Na civilização da Ariata azul Licia, Jeremy vai presenciar uma inenarrável luta por poder, territórios e domínio, tanto da própria civilização quanto do coração da bela Licia.

Este livro me surpreendeu. Levando em conta o que eu pensava acerca das sereias, imaginei ser uma história de amor, no estilo das lendas que ouvimos ao longo de nossas vidas. Imaginei que a bela sereia iria cativar o coração do jovem cientista e tudo giraria em torno deste romance impossível. Porém nas primeiras páginas do livro, com o relato sério e com ares de pesquisador que o autor imprime, pensei que tudo giraria mais em torno de observações e acontecimentos que pudessem provar a existência destes seres. Mas aí, ao longo das páginas, fui entendendo. O autor apresenta ao leitor não só a presença e imagem da sereia tal qual imaginamos, como também insere uma história densa, cheia de ódio e disputa, muita coragem e um alto grau de insensatez. Sereias e o amor permeiam as páginas, mas a história não se prende somente a isso. Há muitos momentos de tensão e ansiedade.

Eu gostei muito da forma que o autor conduziu a trama em termos de acontecimentos e agilidade. O livro é ágil e prende o leitor, é preciso saber o que vem em seguida! Porém em dados momentos parecia que a coisa acontecia rápido demais… várias cenas mereciam mais algumas páginas em seu desdobramento e detalhamento.

Outro detalhe interessante é a amarração com a realidade. Tudo bem, é uma fantasia, mas mesmo a fantasia tem de ser pautada em um piso real. Histórias que dão a sensação de “soltas no ar” não são bacanas. Chérri conseguiu imprimir realismo na história mesmo num ambiente complexo: um humano vivendo sob as águas? No profundo oceano? Pois bem, esta proposta é apresentada pelo autor e ele insere elementos que ajudam na veracidade. Alguns poucos detalhes falharam, mas em suma, torna-se crível. Não consegui vislumbrar como a sereia se ajeitava em todas as situações narradas, por sua fisiologia, tendo cauda de peixe no lugar de pernas, mas ok, a história em si sobrepujou este detalhe.

Posso dizer que gostei do que li, me tirou da zona de conforto literário algumas vezes e por isso mesmo dei nota cinco. Não que não haja falhas ou que seja perfeito, mas porque no que se propôs, o livro atingiu e me despertou interesse em ler outros livros da série. Espero que Chérri publique logo!

A edição da Giostri é bem simples mas atende às necessidades do leitor, com páginas pólen e fonte em tamanho ideal para longas leituras. Encontrei poucos erros de revisão que não interferiram na leitura. A capa não é maravilhosa, mas retrata o obscuro que você só poderá desvendar lendo as páginas de Marianas. Aventure-se!

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Sobre Nadja Moreno

Administradora, professora, blogueira, mãe, leitora voraz. Muitas facetas, uma só alma. Sonho com um país mais leitor, mais crítico, mais evoluído e altruísta.

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