Literatura Nacional | Novo livro de Anderson Henrique

Em 2014 o autor Anderson Henrique lançou a obra Anelisa sangrava flores, resenhado por nós, enquanto ainda éramos o blog Escrev’Arte (link). Agora um novo livro de contos vem aí, e pela experiência que temos com o autor, sabemos que certamente será uma excelente obra!

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Conheça – Chame como quiser

Histórias com enredos fantásticos, ironia e um pouco de acidez, é o que promete o livro Chame Como Quiser, de Anderson Henrique. Publicado pela editora Penalux, a obra reúne 13 contos inusitados que recorrem ao niilismo e ao sarcasmo para dissecar o cotidiano e questionar as relações humanas.

É comum classificar os livros e seus autores em correntes, escolas ou times. Chame Como Quiser é um caso à parte. Não há um apego à temática ou ao estilo uniforme nos contos que compõem a coletânea. Em “Invisível”, por exemplo, temos uma narrativa que examina a dinâmica dos núcleos familiares através da rotina de um adolescente que tem a convicção de estar desaparecendo. É um texto que se aproxima do fantástico para indagar a fragilidade dos elos sociais. Já em “O jantar”, a inclinação na direção do absurdo é clara: um funcionário de escritório é convidado para um jantar misterioso em que é tomado por uma celebridade de renome internacional. Vemos a ascensão do personagem à condição de divindade e seu inevitável regresso ao mundo dos mortais.

A variação nos temas e nas opções estilísticas parecem definir o livro desde a escolha do título: recortes urbanos quase jornalísticos se misturam a narrativas que apostam em tradições regionalistas; contos que remetem ao realismo mágico como “Multiplicai” figuram ao lado de textos pueris como “Belinha” e histórias que investigam o material humano de dentro para fora como em “A obra”.

O livro sai com a chancela de Marcelino Freire. E para que não se pense que a literatura aqui é levada ao extremo da seriedade, sisuda e tradicional, uma subscrição na capa indica que este é o segundo volume de uma série de um livro só. Anderson extrapola o jogo no conteúdo, em sua biografia e nos elementos gráficos que compõem a obra.

“Este autor não é confiável. Usa máscaras, tem duplos. Inúmeros irmãos imaginários. É imaginação de sobra. E a gente que leia nas entrelinhas. Que chame como quiser o que ele faz. Na sombra, no disfarce. Nas manobras. Dobras e desdobramentos. Cuidado. Anderson Henrique é o nome desde contista. Dos bons. E você, leitor(a), a vítima. Que sorte!”

Marcelino Freire

Sobre o autor:
Anderson Henrique nasceu no Rio de Janeiro e é formado em Letras. Possui textos publicados em coletâneas e premiados em concursos literários. Seu livro de estreia, Anelisa sangrava flores, foi publicado em 2014 pela editora Penalux.

Sobre Nadja Moreno

Administradora, professora, blogueira, mãe, leitora voraz. Muitas facetas, uma só alma. Sonho com um país mais leitor, mais crítico, mais evoluído e altruísta.

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