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Resenha | Eu Estive Aqui, de Gayle Forman

Baixar-Livro-Eu-Estive-Aqui-Gayle-Forman-em-PDF-ePub-e-Mobi-370x532-209x300 Resenha | Eu Estive Aqui, de Gayle FormanTítulo: Eu Estive Aqui

Autor: Gayle Forman

Editora: Arqueiro

Páginas: 228

Gênero: Drama

Avaliação:  ♥♥♥♥

Sinopse: Quando sua melhor amiga Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo… Cody podia não ter previsto aquilo. Como não percebera nenhum sinal? A pedido dos pais de Meg, Cody viaja para Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, pare reunir seus pertences. Lá acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de essoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Bem McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos. Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe doa pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá da cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo… e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida.

RESENHA

Terminei de ler este livro há quase uma semana e fiquei pensando em como resenhá-lo, é quase impossível não soltar spoiler, mas me esforçarei com afinco pra dizer o que preciso sem estragar sua leitura, porque sim, você e todo mundo precisa ler este livro porque ele é mais que um ALERTA.

Porém, esta semana uma fatalidade me derrubou e o teclado e vocês leitores serão meu ombro de desabafo, desde já agradeço e peço que me perdoem.

Este livro é sobre como ficou o coração e a mente de Cody, depois que sua melhor amiga pôs fim a própria vida, e infelizmente um amigo da minha família escolheu o mesmo fim de Meg.

O choque da notícia é tão impactante que nos recusamos a acreditar, Cody recebeu um e-mail programado da própria amiga lhe informando da decisão, e credito que ela tenha pensado que se tratava de uma brincadeira de muito mal gosto, porque nunca se acredita que uma pessoa seja capaz de tal atrocidade, até que ela a cometa.

Minha família está dilacerada, e custará a aceitar que não tínhamos voz nesta decisão…

Cody também não tinha e foi para Tacoma (perto de Seatle, pra melhor se situar), a cidade onde a amiga estudava pra cumprir o doloroso trabalho de se desfazer dos pertencer da amiga. Nesta dura empreitada descobriu que a amiga que ela conhecia aparentemente nem existia mais, a atual Meg era quieta e só dormia, tinha amigo diferentes em lugares diferentes e um romance mal acabado, até aí seria normal, uma garota saída do “Cu do Judas” mudar de atitudes quando se tem um leque de opções na “Cidade Grande”.

Deixa de ser normal, quando a garota em questão se mata e tem um arquivo criptografado em seu computador.

Quando Cody, com ajuda de colegas consegue descobrir do que se tratava tal arquivo, em busca de resposta ela se joga na mesma teia em que a amiga estava, e tenta entender quem e por que levou sua amiga a tomar esta decisão.

No meio do caminho, Cody, esta garota que mal tem família, que perdeu a única e melhor amiga, que se culpa por não ter percebido sinais, e não tem com quem conversar, cria laços com famílias que a acolhem, amigos de faculdade que na verdade eram de Meg, e encontra um alguém pra enfim tentar “Ter uma boa vida”.

Apesar do tema pesado que te faz respirar fundo algumas vezes, a autora consegue te deixar a vontade com os personagens, criando diálogos com piadas internas das quais ou você se identifica ou usará um dia. Também é engraçado imaginar um carnívoro vivendo com veganos, e o que acontece quando ele tem carne à disposição…

É uma leitura rápida que flui e te faz viajar quilômetros e em pensamentos.

Ao final do livro, tem uma nota da autora que é jornalista e já pesquisou afundo o assunto SUICÍDIO e por isso tem dados de como o caso é muito mais grave do que conseguimos imaginar. E é alarmante saber que o Brasil é o oitavo país com mais índice de suicídios do mundo. É com lagrimas nos olhos que vejo um amigo se tornar mais um na contagem, um cara bonito, inteligente, cheio de vida e de futuro, que sabe se lá porque não queria ou não aguentava mais viver.

Ainda continuando a linha de raciocínio e estudos da autora, ela se questiona que se os suicidas tivessem noção da devastação que causam à família e amigos com sua escolha, será que manteriam a decisão? Será que no estado de espírito e psicológico em que se encontram, são incapazes de entender o impacto que estarão causando a outras vidas?

Leia o livro, e você vai entender quando eu disser, esteja de olhos bem abertos, e vigie a si a aos seus, porque o mal pode estar bem li, onde não queremos ver, onde um simples “band aid” consegue esconder.

Queridos,

Um Beijos e, até mais.

Sobre Nadja Moreno

Administradora, professora, blogueira, mãe, leitora voraz. Muitas facetas, uma só alma. Sonho com um país mais leitor, mais crítico, mais evoluído e altruísta.

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