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Resenha | Morte entre Poetas, de Ángela Vallvey

Morte-entre-poetas-Capa-Site-218x300 Resenha | Morte entre Poetas, de Ángela VallveyTítulo: Morte entre Poetas

Autora: Ángela Vallvey

Editora: Primavera Editorial

Páginas: 316

Gênero: Investigação, Policial

Fonte: Cortesia da Editora

Skoob

Compre aquiir?t=escart04-20&l=as2&o=33&a=8561977272 Resenha | Morte entre Poetas, de Ángela Vallvey

Sinopse (Fonte: Skoob) O que deveria ser apenas um encontro entre prestigiosos membros da literatura nacional, converte-se em algo perturbador, ao ser assassinado com uma punhalada no coração um dos poetas participantes. Nacho Arán, poeta e meteorologista, chega ao local pouco depois de perpetrado o crime. Livre de suspeitas, Nacho dedica-se a investigar os outros participantes. Logo descobrirá que quase todos eles têm algo contra o morto e perceberá que o requinte intelectual e a suposta sofisticação da cultura não servem como vacina contra o mal e as paixões violentas, contra o ódio e o desejo de vingança…
Ágil e sutil, mas profunda, brilhante e divertida, Morte entre Poetas é um autêntico sucesso de narrativa, que deslumbrará os leitores. Uma história deliciosa que presta uma homenagem aos antigos romances de Agatha Christie e às guerras literárias de Pío Baroja.

RESENHA

É o primeiro livro que leio da autora. Confesso que também não li muitos livros de literatura espanhola, mas me surpreendi com este.

A capa é ao mesmo tempo simples e misteriosa. E contém elementos que são citados durante a narrativa. O conteúdo é um romance policial cheio de suspense e reviravoltas.

O protagonista da história é Nacho Áran, que tem a profissão de meteorologista de uma tv, e dedica seu tempo livre em ser poeta e investigador de crimes através de um site da internet que criou juntamente com sua tia Pau, em um momento de tédio, chamado de O Clube Baskerville, que ganhou sucesso ao desvendar alguns crimes antes mesmo da polícia com a ajuda de internautas e do jovem hacker Rodrigo.

Nacho é convidado para participar de um congresso juntamente com 14 outros poetas de sucesso em memória do poeta Alberto Pons. Antes mesmo de chegar ao Cigarral (local do evento), ele recebe a notícia de que um dos poetas participantes foi morto a facadas.

Por não ser suspeito de matar Fábio Arjona e movido pela curiosidade e ociosidade, Áran decide investigar por conta própria o crime. E acaba descobrindo que o morto não era vítima como esperava e todos seus colegas tem motivos e ódio suficiente para querer a morte ao mesmo.

Ángela Vallvey utilizou de uma linguagem extremamente formal e faz referências a diversas obras e escritores renomados da vida real, tornado a trama um pouco difícil de entender. O vocabulário rebuscado deixa a obra também exaustiva. Ao mesmo tempo esses fatores criam o contexto e o dialeto cultural digno das mentes brilhantes e cultas que seus personagens deveriam ter.

A crítica que faço é em relação à dificuldade que tive às vezes de assimilar o que eram falas ou pensamentos e de quem era, pois acredito que eram erros de edição na mudança de narração e nas pontuações. Isso faz com que o leitor tenha que redobrar a atenção para entender e não perder os detalhes que levam ao assassino e desfecho.
Os personagens foram bem trabalhados e são humanistas.

“Deu-se conta de que estava começando a desfrutaras as intrigas de seus companheiros. Não eram tão divinos como ele havia imaginado, mas humanos. Demasiado humanos. Assim como ele.”

E o assassino não é fácil de identificar como acontece na maioria dos livros do gênero o que eu gostei muito, achei a escolha da motivação do crime muito interessante e o desfecho também.

Recomendo que você leia esse livro se queira se surpreender com um bom romance policial e uma história de reflexão sobre alguns valores e ética. Parabenizo a editora pelo livro envolvente.

 

Sobre Nathalia Freitas

“Por que eu leio? Porque ler me torna alguém melhor. Me faz conhecer alguém que não conheço que são outros eus. Eu leio para encontrar comigo mesmo. Um eu melhor, mais sábio, mais inteligente, com mais senso de humor e por que não, com mais charme. (...)” (Nick Farewell)

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